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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

E o diagnóstico final é...

... AMIGDALITE!

A boa notícia é que está bem no comecinho, então vou sarar rápido. A má notícia é que não vou ensaiar nesse final de semana.

Eis que cheguei ao consultório - após me perder - e, ao fazer o cadastro, a moça perguntou minha profissão. "Editora de áudio". Rolou aquele estranhamento, é claro. Ela obviamente não sabia o que uma editora fazia, mas tanto faz.

Sentei no sofá e fiquei lendo meu livro sobre moda do Século XX. Após um capítulo inteiro, já comecei a ficar incomodada com a gordona sentada ao meu lado e que não parava de tossir. Mais um tempo se passou e eu fui ficando entediada. Aquele ar-condicionado estava acabando com o resto de saúde que minha gargantinha tinha.
Ao meu lado esquerdo, um velho dormia e roncava. Pensei em calcular o compasso dos roncos, pois eram ritmados, mas ele acabou acordando antes que eu pudesse criar um padrão.

Usei o celular para logar no twitter e no facebook. Nem preciso dizer que gastei uma grana preta a toa, não é?

Quando eu estava quase me jogando pela janela de tanto tédio, meu nome foi chamado. "Mariana? Sala 4!". Aquele lugar parecia clínica de estética de Los Angeles. Muita sofisticação para nada, na real. Após passar um jardim de inverno enorme, entrei na quarta sala e dei de cara com uma mulher com cara de quarta-feira, sabe? Aquela cara de "a semana tá demorando demais para passar e ainda falta muito para sexta-feira". Pois bem, junte isso com um quê de menopausa e pronto!
Expliquei o que se passava comigo e ela me examinou. Ficou meia hora com o palitinho dentro da minha boca, apertando a minha língua, enquanto eu saliva feito um cachorro boxer e sentia minhas amígdalas serem esmagadas.
Por fim, ela disse que eu estava com amigdalite e deveria repousar o máximo possível. Além disso, preciso tomar antibiótico por 10 dias.

Era tudo o que eu queria! :(

Só poderei ensaiar no próximo fim de semana. Cerveja nesse sábado? Nem pensar.
Oh, vida!

Terror musical: infecções na garganta

Há exatamente um dia acordei com uma forte dor de garganta, mas não liguei, pois na noite anterior havia saído, bebido e voltado bem tarde e achei que fosse algum castigo divino. Talvez até seja, já que o castigo tá ficando longo demais!

Durante a tarde de ontem editei alguns áudios de locução - que por sinal, era a minha própria voz falando um inglês texano sem vergonha para um vídeo institucional - e depois editei algumas trilhas para vídeos. Fui almoçar uma deliciosa marmita requentada, dei risada com os amigos e voltei para a minha sala. Aí, minha garganta piorou. Falei com a amiga que saiu comigo naquele dia e ela achou que pudesse ser o ar-condicionado ou porque falamos alto a noite toda. Acatei a hipótese até meu corpo começar a doer. Sim, doer, mas não uma dor de pontadas ou muscular. Parecia a dor da minha alma saindo do meu corpo. SÉRIO! Só consegui explicar esse incômodo assim.

Indo pela lógica de querer sair do corpo, pensei que fosse TPM, afinal, essa é a desculpa universal para os problemas femininos. Ainda assim, meu corpo e minha garganta doíam muito.
Enquanto dirigia para casa, comecei a sentir calafrios. Não, não era frio, era febre, mas eu não queria acreditar naquilo, já que nem doente eu estava.

Cheguei em casa, morrendo de fome, e fui comer um sanduichinho que meu pai havia deixado pronto para mim. Na primeira mordida a garganta gritou e, olha, doeu, viu? Fiz aquela cara de azedo e meu pai perguntou o que estava acontecendo. Descrevi os sintomas que eu sentia: dor de garganta, dores pelo corpo, dor de ouvido (que surgiu enquanto eu estava no carro), calafrios... E meu pai, que é médico legista, mas ainda assim é médico, perguntou a altura da dor e deu o diagnóstico temporário: faringite.

A primeira coisa que pensei: COMO VOU CANTAR? Eu juro, me deu desespero. Tenho um ensaio no final de semana e estou louca para cantar. Por outro lado, quero ficar bem quietinha, pois fui espiar o estado da minha garganta com uma lanterna, vi minhas amídalas super gordinhas e isso me deixou muito assustada.
Long story short: minha garganta dói, não posso falar muito e tampouco vou cantar nesse final de semana.
Oh, céus!

Mais tarde vou ao médico ter um diagnóstico mais preciso, pegar um atestado pro estúdio da ONG e receita para os remédios. Torçam pela minha gargantinha folk!