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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Guitarra desafinada e coração partido

Untuned Guitar and the Broken Heart foi a última música da série "First Date Songs" que eu fiz, desprezando todas as minhas técnicas de composição: a escrevi em 20 minutos, com o violão no colo e o famigerado caderninho laranja em cima da cama. É claro que ela não está exatamente igual ao que está escrito, pois adaptei alguns pedaços para soar melhor, mas grande parte - e arrisco dizer, uns 95% - dela é o que vocês estão ouvindo.

Realmente, 2009 foi um dos piores anos da minha vida. Porém, sem ele, não haveria Folkelicious. 

Essa versão foi gravada às pressas no Piccoli Studio (bateria) e Clube da Música (voz, violão, baixo e guitarras) para a seletiva de um festival. Ainda não temos a resposta dos organizadores, mas já obtemos um feedback muito legal das pessoas que ouviram a Untuned "tunada".
Confesso que senti muito orgulho quando o técnico (que, diga-se de passagem, não é bem o tipo de cara que ouviria os Folkelicious) batucava no próprio corpo enquanto ouvia a bateria junto com a guia de voz e violão e, depois que a música parou, proferiu as seguintes palavras: "puta som!".
Aquelas duas palavrinhas me encheram de orgulho. A satisfação de saber que alguém gostou daquela música que eu lapidei e escrevi com carinho só me dá mais vontade ainda de seguir com o projeto.
Não, essa não é a versão final do CD. Ainda temos que gravar os backing vocals e dar uma masterizada com calma.
Enquanto isso, ouve lá no Myspace :)


Em breve, teremos novidades melhores ainda!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A saga do novo baterista

Depois das baixas na banda, eu e os meninos resolvemos colocar anúncios de testes para bateristas e baixistas. O feedback foi imediato e muito empolgante! Eu confesso que não esperava uma resposta tão rápida e numerosa em tão pouco tempo.

Fiz uma triagem e escolhi algumas pessoa. Olhei pelo perfil, mesmo. Todos os que eu escolhi não têm folk no repertório pessoal, mas são "poliglotas" da música.

Leandro Moreno, por exemplo, apareceu no dia do meu aniversário e comentou sobre sua vontade de tocar comigo. Não era a primeira vez que ele falava disso e eu também sempre compartilhei dessa vontade. Ele é um ótimo baixista, tem uma base sensacional, um vasto repertório e, acima de tudo, é uma pessoa maravilhosa. Além disso, faz milagres com um contrabaixo e toca qualquer música (mesmo!).

Acabei recebendo outras propostas de outros baixistas mas, sinceramente, nenhum deles é um Leandro Moreno!

Sobre os bateristas, o buraco é mais embaixo!

Estamos realizando testes, o que eu acho um saco e um tanto arrogante, afinal, não sou a imperatriz universal que tem o dever de ditar quem pode ou não participar da minha banda. Não sou um poço de conhecimento musical e tampouco me vejo capaz de julgar a aptidão do coleguinha. Contudo, eu preciso ter parâmetros para me decidir, não é? Não posso simplesmente escolher o primeiro que aparecer e ficar por isso mesmo.
Além do entrosamento comigo e com os outros meninos, estou levando em conta a "mão" para o folk music. As gravações do Folkelicious estão sem linha de bateria e eu estou pedindo para que os candidatos criem em cima das guias dadas.

Esse é um fator determinante da minha escolha, uma vez que nossas músicas são 100% autorais e eu não toco NADA de bateria. Preciso de alguém que consiga criar (já que eu não consigo).

Confesso que estou me divertindo com essa história de "teste". A situação dá um ar de grandeza para a nossa banda e parece que as pessoas estão competindo para conseguir ingressar nela.

É muito empolgante!
Em breve, eu divulgarei os resultados e os frutos das escolhas.
Ah, e é claro, não tomarei essa decisão sozinha, afinal, não sou a banda de uma mulher só.

sábado, 20 de novembro de 2010

A banda que eu sempre quis ter


Quando eu tinha uns 14 anos, assisti ao filme "Hedwig and the Angry Inch" (aqui no Brasil chamado de Hedwig - Rock, Amor e Traição) e, pela primeira vez, tive certeza de que um dia eu teria uma banda. A trama, baseada no musical off-Broadway de mesmo nome, se dá acerca de Hansel, um alemão que se apaixona por um americano que lhe propõe que se mudem para os EUA. Porém, para que possam se casar, Hansel precisa realizar uma cirurgia de mudança de sexo, a qual não dá muito certo.
Já nos Estados Unidos, Hansel, agora chamado Hedwig, é abandonado pelo marido. Ao invés de deprimir-se, a loiríssima cantora resolve formar uma banda que contem suas aventuras e desventuras. É aí que um novo amante de Hedwig rouba suas canções e faz sucesso mundialmente.
A história gira em torno das tentativas de Hedwig de provar a autenticidade de suas canções e alcançar o tão desejado sucesso.

As canções desse filme são maravilhosas e a atuação de John Cameron Mitchell está impecavelmente maravilhosa! A trilha, tanto do filme como do musical, são de Stephen Trask, músico que já dividiu palco até com a Yoko Ono.

Essa cena que estou postando é a que mais me emociona.
Ah, aqui no Brasil está em cartaz uma versão desse musical. O elenco conta com Paulo Vilhena e a direção é do Evandro Mesquita. É uma pena que só esteja em cartaz no Rio de Janeiro, por enquanto.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma baixa na banda

Há diversas maneiras de se escolher os membros de uma banda: anúncios em zines/jornais/fóruns, perguntar se o amigo tem um amigo que toca isso ou aquilo... Eu encontrei os membros da minha banda através da amizade.

A idéia inicial do meu projeto era que eu tocasse todos os instrumentos e só fizesse shows com pedais de loop. Quanta inocência! Quando dei por mim, já tinha adotado alguns amigos para um arranjo aqui, outro acolá e, de repente, a Folkelicious já tinha seu time completo: Ramon e Arthur na guitarra, Éder na bateria, Castanha no contrabaixo e eu nos violões e vocais.

Nossa química era perfeita. Todos muito dispostos a fazer música de qualidade com profissionalismo. Os ensaios eram divertidos e produtivos e parecia que não havia nada que nos pudesse fazer parar.

Na real, não existia quase nada, e esse "quase" pesa muito.
Como a descrição desse modesto blog diz, música não dá dinheiro e todos nós trabalhamos com nossos business. Eu sou editora de áudio, Ramon é técnico de áudio, Eder trabalha numa loja de instrumentos, Arthur faz programação de sites e Castanha é fotógrafo. Foi numa dessas de precisar ganhar dinheiro que nosso querido baixista e fotógrafo percebeu que seu tempo era escasso demais para conseguir conciliar os freelances, o trabalho em horário comercial e a banda. Assim, ele pediu para se afastar, alegando que não queria fazer um trabalho "nas coxas".

O sentimento é engraçado. O cara não morreu! Ele mora bem perto da minha casa, por sinal, mas saber que ele não fará mais parte do projeto é algo bem triste. O motivo é nobre - não há como negar - porém, sempre dá aquele aperto. 

Pois bem, fique sabendo que você será sempre o primeiro baixista do Folkelicious, mesmo ensaiando descalço. Além disso, ninguém fala "head on the pillow" como você!

Agora é bola para frente :)