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sábado, 25 de dezembro de 2010

Christmas (Baby, please come home)

Gravei um video tocando uma das músicas natalinas que eu mais gosto, obviamente, num estilo bem "folkzinho".Até usei o Akai Headrush que ganhei do Papai Noel.

E é com ele que desejo a todos um ÓTIMO Natal e ano novo!


domingo, 28 de novembro de 2010

Entre corações partidos e a música folk

Numa manhã de segunda-feira, lá pras 7 horas, ele quebrou o meu coração como nunca havia feito. Foi apenas uma hora de conversa, mas parecia que ele havia conseguido arrancar minha alma com as unhas.

Por dois meses, senti que não estava morando no meu corpo, ainda mais com os acontecimentos seguintes ao fim do namoro. Me esquecia de comer e dormir. Ganhei uma fisionomia zumbi e um corpo sem carne nenhuma. E então, ao todo, foram cerca de 10 meses de sofrimento, sadismo e desentendimento, que fizeram brotar o primeiro trabalho da minha banda o "The First Date Songs".

O saudosismo das músicas dos nossos primeiros encontros machucavam mais do que a tortura de tê-lo à minha sombra, sempre aparecendo nos momentos mais inoportunos para me atormentar. Foi com essa música que comecei a me libertar dos fantasmas do ex-namorado.

Depois dela, foram vindo as outras, madrugada a madrugada, até que, passados aqueles 10 meses horríveis, senti que estava livre e munida de um material intensamente pessoal e sincero.

Desde então, sempre foi assim.

Toda vez que meu coração se quebra, uso os acordes para remendá-lo. E, olha, ele se quebrou muito desde então. Talvez ele nunca tenha se recuperado por completo, por isso anda tão frágil.

As paixões vão e vêm, mas a música vai estar sempre em mim.
Pelo menos tenho muita coisa para escrever.

"Now I'll tell you how it's been since we've been apart
I've got an untuned guitar and a broken heart
I try to mend it soon but soon is never coming
I feel like all my feelings are fading away"


terça-feira, 16 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

My guitar is my man

Sabe que depois do último post parei para pensar na minha relação com meus violões. Devo estar demasiadamente emotiva por causa do casamento do meu irmão - em que eu peguei o buquê duas vezes - e por isso devo estar pensando nessas barbaridades.

A verdade é que, hoje, no dia seguinte da cerimônia, resolvi falar do meu homem: Dylan.
Dylan é relativamente novo, robusto e bonito. Todo feito em mogno e trabalhado no verniz brilhante, ele tem 12 cordas e sabe usar as oitavas muito bem. Qualquer coisa que eu toque nele fica lindo, pois ele por si só já é um espetáculo a parte.

Passei o dia todo sozinha em casa hoje: meus pais foram levar meu irmão e minha cunhada no aeroporto, rumo à Paris, as amigas estavam ocupadas com seus compromissos e eu estava consideravelmente preguiçosa. Resolvi passar a tarde toda comendo pipoca, assistindo filmes e tocando violão.
Não deu outra: uma música nova pra banda Folkelicious.

Dessa vez, a música fala de relacionamentos que não dão certo e convenções que não são cumpridas mas que, no final, não fazem diferença, porque o meu homem é meu violão. Esse tema veio bem a calhar, hajavista as inúmeras pentelhagens das quais fui vítima ontem, com pessoas tentando me arrumar pretendentes.

A música tem uma levada de blues e uma letra bem sarcástica. Pessoalmente, gostei muito, mas vai saber, né? Fui eu quem fiz. Nessa semana vou gravá-la e mandar pros meninos.
Dylan deve estar orgulhoso. Nossa tarde a sós foi bem produtiva ;)

"I don't look for a husband
I don't look for one night stands
Everybody should know that
my guitar, my guitar is my man"

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O primeiro amor

Meu primeiro violão não era meu. Era um Di Giorgio que um dia foi da minha mãe, mas que, com o tempo, encostou-se numa parede e por lá ficou até o dia que resolvi tirar aquela capa de pano marrom e ficar arranhando as cordas para ouvir o barulhinho.

Até hoje esse é meu barulho preferido. Sabe aquele som ecoado no hiato entre os acordes? Pois é, eu passei muito tempo da minha infância nesse intervalo, tentando decifrar os mistérios dos sons que aquele instrumento desconhecido me propunha.

Então, com 12 anos, comprei uma revista e aprendi a montar meia dúzia de acordes que, ao longo do tempo, foram evoluindo, assim como minha técnica vocal - também autodidata - se aprimorou.
Aquele Di Giorgio antigo foi meu amigo por muitos anos. Ele me acompanhava nas aulas do colégio, nas festinhas, nos churrascos, nos dias de solidão no quarto, mas, como em todo relacionamento, um dia tudo mudaria.

Numa de suas visitas, a faxineira acidentalmente derrubou o violão de 27 anos, que teve o headstock separado do braço. Ela, numa tentativa de esconder a besteira que havia feito, fixou as peças de madeira com atrito e só descobri o que tinha acontecido quando, ao tentar afiná-lo, percebi que o headstock estava solto.

Meu professor examinou o violão com olhar clínico, deu um suspiro e disse "é, não tem jeito". Naquela tarde tive aula na escola. Me lembro de ter chorado a tarde toda, como se algum membro da minha família tivesse morrido. De fato, naquele momento alguma coisa já fazia parte da minha vida. Foi com ele que aprendi minha primeira música, conquistei meu primeiro fã (e, consequentemente, alguns beijinhos despretensiosos). Contudo, foi especialmente com ele que descobri o real prazer de não apenas tocar, mas de incorporar as notas musicais como se fossem minhas.
Algum tempo depois ganhei outro violão, mas nunca foi a mesma coisa. Eu teria que viver novas experiências com ele para que pudesse criar algum vínculo.

Penso nos meus violões como grandes paixões que vivo. Atualmente tenho três, porém, tenho um preferido o qual sempre uso. Olho para ele e penso "nunca poderei vendê-lo", pois foi com ele que escrevi o First Date Songs e ele que me acompanhou quando eu estava triste. No dia em que o comprei lembro de ter falado para a amiga que me acompanhava "esse é meu novo namorado" e ela riu, como se fosse alguma piadinha boba, mas eu falava sério: ele era a minha nova paixão.

Isso tudo soa como loucura? Não sei... tá tarde, né?

P.S: Essa menininha esquisitinha na foto sou eu e o violão é o Lennon :)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ciência, violão e uma matéria ambígua!

Fui enganada pelo título da matéria, cuja redação não esclarece a real utilidade do violão na palestra (ele cantou? usou algum elemento físico do instrumento para exemplificar alguma coisa?). Ainda assim, vale a pena lê-la para, ao menos, conhecer um pouco de Grünberg, que está no Brasil!


08/11/2010 16h23 - Atualizado em 08/11/2010 16h50

Nobel de Física explica ciência por meio de violão para alunos no Brasil

Grünberg ganhou prêmio em 2007 com descoberta envolvendo HDs.
Mesmo sofrendo de Parkinson, físico tocou instrumento em palestra em SP.

Do G1, em São Paulo
Peter Grünberg, Nobel de Física 2007
Grünberg tocou violão em palestra para alunos
em São Paulo. (Foto: Laura Brentano/G1)
Para tornar uma palestra sobre física mais interessante para adolescentes do ensino médio, o vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2007, Peter Grünberg, usou um violão como objeto de demonstração.
Mesmo sofrendo de Parkinson e Alzheimer, o físico alemão de 71 anos tocou o instrumento diante de estudantes do Colégio Etapa, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (8), para falar sobre os desafios da ciência.
Grünberg e o francês Albert Fert descobriram em 1988 a magnetorresistência gigante, que deu origem a discos rígidos de dimensões reduzidas e a dispositivos pequenos que possuem grande capacidade de armazenamento. A descoberta não tardou a chegar às tecnologias do dia-a-dia, como o tocador iPod, da Apple. “Eu nunca tive a chance de experimentar um iPod”, admite Grünberg.
Ele reconhece que já estava esperando ganhar um Prêmio Nobel, devido às especulações. “No início, eu nunca imaginei que pudesse ganhar um Nobel, porque existem muitos competidores. Depois, quando começaram a falar sobre essa possibilidade, passei a acreditar", disse.
Durante a palestra, Grünberg mostrou a sua preocupação com o meio ambiente. Como aviões precisam de muito combustível para se locomover, ele citou a videoconferência como uma descoberta que ajuda a evitar esse tipo de desperdício. Ele mesmo admitiu que usa o programa Skype para realizar reuniões.
Esta é a terceira vez que Grünberg visita o Brasil. “Gosto muito daqui. As pessoas são muito simpáticas”, disse. Na noite desta segunda-feira (8), ele embarca de volta para a Alemanha. Como recordação, Grünberg fez questão de levar um pacote de café brasileiro para casa.
Fonte: G1
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