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terça-feira, 16 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Terror musical: infecções na garganta
Há exatamente um dia acordei com uma forte dor de garganta, mas não liguei, pois na noite anterior havia saído, bebido e voltado bem tarde e achei que fosse algum castigo divino. Talvez até seja, já que o castigo tá ficando longo demais!
Durante a tarde de ontem editei alguns áudios de locução - que por sinal, era a minha própria voz falando um inglês texano sem vergonha para um vídeo institucional - e depois editei algumas trilhas para vídeos. Fui almoçar uma deliciosa marmita requentada, dei risada com os amigos e voltei para a minha sala. Aí, minha garganta piorou. Falei com a amiga que saiu comigo naquele dia e ela achou que pudesse ser o ar-condicionado ou porque falamos alto a noite toda. Acatei a hipótese até meu corpo começar a doer. Sim, doer, mas não uma dor de pontadas ou muscular. Parecia a dor da minha alma saindo do meu corpo. SÉRIO! Só consegui explicar esse incômodo assim.
Indo pela lógica de querer sair do corpo, pensei que fosse TPM, afinal, essa é a desculpa universal para os problemas femininos. Ainda assim, meu corpo e minha garganta doíam muito.
Enquanto dirigia para casa, comecei a sentir calafrios. Não, não era frio, era febre, mas eu não queria acreditar naquilo, já que nem doente eu estava.
Cheguei em casa, morrendo de fome, e fui comer um sanduichinho que meu pai havia deixado pronto para mim. Na primeira mordida a garganta gritou e, olha, doeu, viu? Fiz aquela cara de azedo e meu pai perguntou o que estava acontecendo. Descrevi os sintomas que eu sentia: dor de garganta, dores pelo corpo, dor de ouvido (que surgiu enquanto eu estava no carro), calafrios... E meu pai, que é médico legista, mas ainda assim é médico, perguntou a altura da dor e deu o diagnóstico temporário: faringite.
A primeira coisa que pensei: COMO VOU CANTAR? Eu juro, me deu desespero. Tenho um ensaio no final de semana e estou louca para cantar. Por outro lado, quero ficar bem quietinha, pois fui espiar o estado da minha garganta com uma lanterna, vi minhas amídalas super gordinhas e isso me deixou muito assustada.
Long story short: minha garganta dói, não posso falar muito e tampouco vou cantar nesse final de semana.
Oh, céus!
Mais tarde vou ao médico ter um diagnóstico mais preciso, pegar um atestado pro estúdio da ONG e receita para os remédios. Torçam pela minha gargantinha folk!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O irritante na música: unhas

Confesso que sou vaidosa. Ok, às vezes não parece, mas eu realmente sou (juro)! Gosto de arrumar os cabelos, cuidar da pele e fazer minhas unhas. Os homens não devem entender muito bem o poder que as unhas têm, mas eu explico: uma mão bem feita traz a sensação de maior feminilidade, sabe?
Pois é, o violão anda boicotando as minhas raízes femininas.
O processo de produção é extenso: primeiro, é preciso tirar o esmalte antigo com acetona, o que costuma detonar, já de cara, a resistência da unha. Depois, lixamos no formato que bem entendemos e passamos óleos e cremes para fortalecer as unhas e amolecer as cutículas. Quando elas já estão bem molinhas e foram submersas por alguns segundos em água morna, empurramos e cortamos com um alicate o excesso de pele, para que o esmalte não fique com "calombinhos" perto da divisão entre unha e dedo.
Então, vem o mais chato: passar o esmalte! É preciso ter muita destreza e paciência, pois o menor dos movimentos errados pode comprometer a sua arte. Certa vez, numa aula sobre cultura japonesa - não me pergunte o que eu fazia lá, pois eu mesma não sei - a professora disse que os kanjis clássicos, aquelas letrinhas japas feitas em tecido com pincel e tinta por japoneses de rabinho de cavalo e roupão de banho, só seriam estampados com perfeição se a pessoa estivesse em paz por dentro. Ou seja, se ela estiver nervosa, de saco cheio, cólica ou fome, a letra sairá tremida e o trabalho ficará uma bosta.
Fazer as unhas é mais ou menos isso. Se vem um infeliz e fica aporrinhando, toda a mão vai ficar feia e a mocinha, cujas unhas necessitam de cuidados especiais, ficará extremamente irritada.
Pois bem, se eu consigo passar por todo esse processo com sucesso, já é uma alegria extrema, não é?
Não.
Imagine que estou com as unhas feitas - geralmente, uso esmaltes vermelhos ou cor de rosa - e, então, vou ensaiar, pois toda quarta-feira tenho ensaio com os meninos. Duas horas de ensaio são o corredor da morte das unhas lindas e bem feitinhas. Todo o glitter, o cintilante, a unha bem lixada, a cor viva... tudo vai para o ralo!
Pior ainda é pensar que se eu estiver sem o esmalte, o estrago é maior, pois, com o artrito das cordas, minha unha será esculpida em formatos pós-modernos.
É aí que tenho que escolher entre a estética e o prazer de tocar com a minha estimada banda folk. É claro que eu sempre escolho tocar, porém, não nego que vez ou outra sinto meu coração apertar e minha veia preguiçosa bombear mais sangue ao pensar que terei todo aquele trabalho de confecção plástica sobre os dedos.
Ser mulher cansa, mas compensa (às vezes). Tenho sérios problemas quando vou a lojas de instrumentos, mas conto em outra oportunidade.
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